Muitas pessoas quando nos procuram no templo, entre os vários questionamentos que nos fazem perguntam se nós praticamos meditação. A resposta é sim, praticamos e, nossa pratica é a Meditação Ativa, ou seja, o Kushou (Oração). Mas o que é meditação? O que significa meditar? De acordo com o dicionário Aurélio, meditação é “reflexão; oração mental, que consiste principalmente em considerações e processos mentais discursivos, e que opõe a contemplação. E meditar significa submeter a exame interior; ponderar. Estudar, considerar, refletir. Concentrar intensamente o espírito em algo; refletir, pensar: meditar num assunto, meditar sobre uma hipótese”.

Onde e quando surgiu a pratica da meditação? Toda origem das práticas de meditação remonta milenarmente à antiga filosofia hindu dos Vedas, Upanishads, Bhagavad Gita e o Yoga Sutra, de Patãnjali, que influenciaram os primórdios do budismo na Índia, em 500 a.C.

Embora haja vários tipos de meditação, não relacionarei aqui uma a uma, e explanarei somente sobre a Meditação Ativa, ou seja, o Kushou (Oração).

No Budismo Primordial nós praticamos a meditação ativa, ou seja, o Kushou (Oração) pronunciando o Mantra Sagrado Namumyouhourenguekyou todos os dias nos cultos realizados nos templos e em nossas residências. É a prática mais completa que existe. Envolve todo o nosso ser, os ouvidos, os olhos e o corpo. Qualquer um pode tranquilamente realizá-la, bastando se determinar.

A meditação ocorre perfeitamente justamente quando nos encontramos orando e devotando a Imagem Sagrada em todos os momentos de nossas vidas.

Podemos traduzir o ato de meditar, mais como o ato de rogar do que o de “pensar (ou não) sentada” como muitos interpretam erroneamente. E rogar está ligado diretamente a oralidade, a oração. Ninguém faz suplicas ou pede socorro calado. Se faz, não deveria, pois não é eficaz e, principalmente, não é o que consta para se fazer conforme a pregação do Sutra Lótus.