Desde a antiga Índia, onde nasceu o Budismo, as religiões budistas tradicionalmente celebram os cultos póstumos. A prática do culto póstumo está baseada no princípio da eternidade da alma e do seu renascimento.

O primeiro culto póstumo é o do sétimo dia, contado a partir da data do falecimento. É o Culto Póstumo de 7° Dia.

Em sequência, celebra-se o 14° Dia (2 x 7 dias), 21° Dia (3 x 7), 28° Dia (4 x 7), 35° Dia (5 x 7), 42° Dia (6 x 7), 49° Dia (7 x 7). Quando há dificuldade de reunir os familiares toda semana, esses cultos, no período logo após o falecimento, são reduzidos para 7° Dia e 49° Dia.

Terminando esse período inicial, na sequência há o 100° Dia, o 1° Culto Póstumo (ano seguinte ao do falecimento), o 3° Culto Póstumo (segundo ano de falecimento), o 7° Culto Póstumo (sexto ano do falecimento), 13° Culto Póstumo e sucessivamente, nos anos em que as comemorações terminam em 3 ou 7 (17°ano, 23°, 27° e assim por diante).

A data a ser marcada, sempre que possível, deve ser próxima da data exata ou antes, principalmente no período até o 49° dia. Mas, mesmo que ultrapasse os prazos tradicionais, não há problema algum, pois, no Budismo Primordial, o período de finados não se resume apenas ao Dia de Finados, é constante. Há uma crendice popular de que para celebrar o 49° Dia não é bom abranger o terceiro mês; por exemplo, para uma pessoa que falecer no dia 20  de Fevereiro, o 49° Dia naturalmente abrangerá os três meses: fevereiro, março e abril. Não há fundamento nem lógica nesta crendice que deve ser totalmente desconsiderada.
O importante é que seja uma boa data para todos e que favoreça uma grande participação.

No Budismo Primordial o Culto Póstumo é denominado de “GOEKOU”.

Go = Prefixo de respeito
Ekou = Transferir virtudes. Portanto, culto póstumo é o ato de repassar ao falecido a virtude e a luz acumulada pela prática da fé.

Entretanto, o termo em si tem significado universal e não se restringe apenas aos falecidos. A prática da fé nos possibilita superar o limite da morte transferindo virtudes a todas as almas.

O Culto Póstumo do Budismo Primordial tem o verdadeiro significado de vida e não de morte. O Ekou abrange todos os seres eternamente vivos pela imortalidade da alma, que encontra a oportunidade de renascer pela natureza búdica e pela virtude recebida da oração sagrada Namumyouhourenguekyou.