TEMPLO HOSHOJI

O Templo Hoshoji foi o sétimo templo a ser construído no Brasil. O último que Nissui Ibaragui teve conhecimento e que o tem como Bispo fundador. Geograficamente, situa-se na cidade de Itaguaí a aproximadamente 80 km da cidade do Rio de Janeiro é o primeiro e o único Templo Budista do Estado.

O seu atual altar é totalmente artístico e estilizado pelo fiel, arquiteto e artista plástico, Tomoshigue Kussuno, tendo a imagem do Gohonzon (mandala) representando o Sol e o Centro do Universo (simboliza o sol emitindo seus raios: o Odaimoku (Mantra) emanando sua luz que salva os seres). A Nave (Hondo) do Templo representa um navio, com lindos espelhos d’água em suas laterais simbolizando o mar. Outros detalhes, só mesmo visitando para poder apreciar e conhecer melhor.

ENDEREÇO
Estrada RJ-99, 716 - Piranema - Itaguaí/RJ - CEP: 23825-800

CONTATO
(21)2687-6114

CULTOS
Cultos Matinais:
Segunda a sábado: 7h30
Domingos e feriados: 9h

Cultos Especiais:
Quarto domingo do mês, às 11h00

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História do Templo Hoshoji

O Templo Hoshoji foi o sétimo templo a ser construído no Brasil. O último que Nissui Ibaragui teve conhecimento e que o tem como Bispo fundador.
Geograficamente, situa se na cidade de Itaguaí a aproximadamente 80 km da cidade do Rio de Janeiro é o primeiro e o único Templo budista do Estado. Até o nascimento do Templo Shinyouji em Cuiabá, era o mais distante da maioria dos templos do Brasil.

O seu atual altar é totalmente artístico e estilizado pelo fiel, arquiteto e artista plástico, Tomoshigue Kussuno, tendo a imagem do Gohonzon (mandala) representando o Sol e o Centro do Universo (simboliza o sol emitindo seus raios: o Odaimoku (Mantra) emanando sua luz que salva os seres). O Hondo (Nave) do templo representa um navio, com lindos espelhos d águas em suas laterais simbolizando o mar. Outros detalhes, só mesmo visitando para poder apreciar e conhecer melhor.

O INÍCIO

Tudo tem início com a realização de um Culto Grupal de ano novo, em 1946, celebrado na residência de Kaoru Nishio e com a participação dos fieis Issao Ikeda e Massaiti Shinohara. Posteriormente, os fieis Massaiti Kitaoka e Kinzou Hayasaka (que já eram budistas desde o Japão) se juntam ao grupo assim, complementando o primeiro grupo de budistas no Estado do Rio de Janeiro.

Apesar do pequeno número de budistas, a sua determinação e fé eram grandes a ponto de se reunirem mensalmente para orar em prol da expansão e prosperidade da região.

Em fevereiro de 1948 os fieis do Núcleo de Taubaté, SP (atual Templo Butsuryuji) objetivam a construção de um Templo no Vale do Paraíba e com isso, e na mesma época a Sacerdotisa Myoshun Teraoka juntamente com os diretores Yoshio Igarashi e Tika Sassai saem à procura de fieis da HBS no Estado do Rio de Janeiro. Obviamente nesta época não existiam meios de comunicações eficientes e por isso, foram pedindo informações de casa em casa.

Todo esse esforço não foi em vão, no total foram encontradas 21 famílias budistas, dando assim condição para a formação de um grupo que se chamou Regional Rio, tendo como única finalidade o aprofundamento do Budismo Primordial. As famílias de imigrantes japoneses se localizavam nas seguintes cidades:

- Rio de Janeiro: Família de Koussaku Hamada
- Santa Cruz: Família de Yoshi Suzuki
- Itaguaí: Famílias de Kaoru Nishio, Massaiti Shinohara, Kinzou Hayassaka, Yuiti Kitaoka, Massaiti Kitaoka, Sakae Kimura, Hissanori Yussa e Issao Ikeda
- Japuiba: Famílias de Hissayoshi Shinoda, Koga, Miyata e Hirota.
- Petrópolis: Famílias de Kazuyoshi Matsubara e Teruo Sugawara
- Niterói: Família de Yoshio Kurozawa
- Resende: Famílias de Jyouitizentatsu Kodate e ??? Yamashita
- Minas Gerais: Famílias de Shigueo Oogui e Issamu Hamamura

A união deste novo grupo fluminense foi grande e todos colaboraram na construção do Templo em Taubaté. Para isso, se organizaram e no mesmo ano de 1948 formou se a primeira geração da diretoria que formariam a base e firmariam as raízes do budismo no Estado do Rio de Janeiro.

1ª Geração da Diretoria da Regional Rio:
Chefe da Regional: Yoshio Kurozawa
Vice-chefe da Regional: Kaoru Nishio
Tesoureiro: Massaiti Shinohara
Recepção: Issao Ikeda, Kinzou Hayassaka, Yuuiti Kitaoka
Conselheiros: Jyouitizentatsu Kodate e Hissayoshi Shinoda

Durante os próximo 10 anos, mensalmente um Sacerdote viajava de Taubaté até o Rio de Janeiro para celebrar os Cultos de Grupo e mesmo com as dificuldades de locomoção da época se realizavam os 4 Grandes Cultos em Gratidão aos Grandes Mestres nas residenciais de fieis locais.

O TEMPLO

Em 30 de agosto de 1955, o Mestre Nissatsu Kajimoto, auxiliado pelo Bispo Nippaku Shimizu, vem do Japão e o Estado do Rio de Janeiro também tem o privilégio de recebê-los celebrando Cultos e palestras nas cidades de Itaguaí, Japuiba e São Bento. Foi nesta mesma ocasião que eles vistoriaram o terreno na cidade de Itaguaí, na qual a Regional Rio construiria o Templo Hoshoji. Além disso, nesta época a cidade do Rio de Janeiro era o Distrito Federal e com isso, houve o encontro histórico do Mestre Kajimoto com o então Presidente da República João Café Filho.

Em 8 de abril de1958, no Grande Culto em Gratidão ao Mestre Nitiryu Shounin, a diretoria do Templo Butsuryuji estabelece como metas do 10? aniversário de sua fundação:

- Celebração do Culto Ecumênico aos Pioneiros Japoneses pelo Cinquentenário de sua Imigração;

- Restauração do Altar Sagrado da Nave e

- A construção do Núcleo Itaguaí, no Rio de Janeiro.

Graças ao grande esforço dos fieis em mutirão e um grande número de doações, as obras para a construção do Núcleo na cidade de Itaguaí tiveram início no dia 23 de julho de1958, com a celebração do Culto de Inicialização pelo Bispo Seihan Sassaki, do Templo Butsuryuji. Para esta obra formou se uma comissão com os seguintes fieis:

Presidente da comissão de obra: Kaoru Nishio
Vice Presidente: Issao Ikeda
Tesoureiro: Massaiti Shinohara
Escrivão: Rinnosuke Kanou
Supervisor de obra: Massaiti Shinohara
Relações Públicas: Shozo Shiosse
Auxiliar Relações Públicas: Sakae Kimura e Tokiyoshi Kitano
Auditor financeiro: Toshio Kurozawa e Shinnou Tokitiyo (???), fiel do Templo Butsuryuji
Conselheiros: Hissayoshi Shinoda e Jyouitizentatsu Kodate
Consultores: Kinzou Hayassaka e Hissanori Yussa

No dia 14 de janeiro de 1959, o Arcebispo e Pioneiro do Budismo no Brasil Mestre Nissui Ibaragui celebra o Culto de Inauguração do prédio do Núcleo Rio. Sendo este o marco inicial e oficial de expansão do Templo Hoshoji.

Em 1962, o Bispo Seiko Jimbo determina a ascensão do Núcleo Regional Rio para Templo.

Em 1963, no Culto de Ano Novo oficializa se a ascensão de Núcleo, denominando o como Templo Hoshoji.

Em 1974, com a vinda do Mestre Nitiji Nishimura do Japão oficializa se o Núcleo Funchal, onde o fiel Hitoshi Imamura sede um cômodo de sua residência para a realização de Cultos diários.

Em 1976, a caravana liderada pelo então 1º Secretário Bispo Kato, juntamente com o Mestre Ishioka e 24 fieis vieram ao Rio de Janeiro. Estes foram divididos em três grupos para Visitas Assistenciais nas residências de fieis em Rio Bonito, Teresópolis, Funchal e Nova Friburgo. Além disso, celebrou se um Culto Especial do Mês no Núcleo Funchal e um Grande Culto em Reverência ao Mestre Nissen, que não estava programado, no Templo Hoshoji, mas que foi o último grande evento, pois neste mesmo ano o Templo teria o seu terreno desapropriado pelo governo.

Este período era de grandes expectativas de crescimento econômico para a região de Itaguaí, por isso, apesar do sonho de se construir mais um Templo na cidade do Rio de Janeiro já existisse, decidiram manter o local de base e iniciaram a procura do novo terreno na mesma cidade.

NOVO TEMPLO

Em 1976, o Templo na cidade de Itaguaí é desapropriado pelo governo e devido ao baixo valor recebido, os fieis ficam sem condições para adquirir um terreno para construir um novo Templo, sendo obrigado a recorrer a Matriz Mundial no Japão para um empréstimo. E graças ao incansável esforço do Bispo Shibata, iniciam-se as obras para o novo e atual Nave, que em setembro de 1979 é finalizada e um de seus idealizadores, Bispo Shibata se despede do Brasil.

Contudo, deixou para o Rio de Janeiro, uma das mais belas construções budistas do Brasil. A nova Nave do Templo Hoshoji, projetada pelo fiel, arquiteto e artista plástico, Tomoshigue Kussuno foi inspirada em uma das três promessas do Grande Mestre Nitiren, onde ele se determina em tornar-se um grande veículo (navio) para expandir o Darma Sagrado Namumyohourenguekyou.

A partir de outubro do mesmo ano, os Sacerdotes Kyoei Suzuki e Jyunyu Mimaki se tornam os responsáveis do Templo e em 18 de maio de 1980, o Sacerdote Jyunyu Mimaki é nomeado Bispo e efetivado, assim como a Ajub (Associação dos Jovens) é criada no mesmo ano.

Logo em seguida iniciaram-se as obras para a construção do atual salão, inaugurado juntamente com o primeiro bazar da Associação das Senhoras, com a presença do Prefeito da cidade de Itaguaí, o representante do Consulado do Japão e do Instituto Cultural Brasil-Japão do Rio de Janeiro.

No dia 17 de abril de 1981, os últimos objetos religiosos da Nave foram adquiridos e decorados no Altar Sagrado. E no Culto de Ano Novo de 1982 deu-se início as obras de construção da quadra poli-esportiva.

No dia 19 de junho de 1982, fez se a Cerimônia Oficial de Inauguração da atual Nave e da quadra, celebrado pelo então 17? Sumo Pontífice Nitiyo Ishioka, co-celebrado pelo Arcebispo do Brasil Nitiji Nishimura e demais autoridades budistas japonesa.

CASA DE CINZAS

Em 1984, a diretoria do Templo, por sugestão do fiel Ryoichi Ouchi, decidem construir a Casa de Cinzas.

O seu idealizador tinha como sonho e objetivo ter suas cinzas depositadas lá e assim garantir mais um motivo para que as próximas gerações pisem no solo sagrado do Templo pelo menos uma vez ao ano.

As obras tiveram início em fevereiro de 1985, sob supervisão do fiel Shigueharu Inoue e foi inaugurada pelo então 18? Sumo Pontífice Nitiji Nishimura e sua caravana no dia 6 de junho do mesmo ano, na ocasião do Grande Culto em Reverência do Mestre Nissen.

O projeto de arquitetura é do fiel Fukao Kano do Templo Nikkyoji (SP).

DESIGNAÇÃO MONTANHESCA:

Os monges budistas antigamente buscavam a tranqüilidade e silêncio da montanha para meditar e se dedicarem à vida ascética de modo a não serem influenciados pela vida mundana.

O Budismo Primordial que é praticado desde que o Mestre Nitiren Daibossatsu desceu das montanhas, saiu do enclausuramento e se instalou dentro da sociedade para atender e servir como verdadeiro Bossatsu, ou seja, seres altruístas que expandem os ensinos de Buda e contribuem para uma comunidade de paz, antes mesmo de buscar a própria tranqüilidade. A HBS é da linhagem do budismo do Grande Veículo (Mahayana) e acredita que a iluminação se alcança em conjunto e não de modo individual.

Entretanto, ficaram alguns sinais da tradição montanhesca que os templos exerciam ainda quando se originaram nas montanhas. Um desses sinais é o “Sangou”, ou seja, Designação Montanhesca, ou nome da montanha onde o templo se localizava. Tais nomes eram designados muitas vezes de acordo com a linhagem budista de cada escola. Mesmo hoje, onde os Templos preferencialmente se instalam em cidades, ainda existem tais nomes.

Os Templos Taissenji, Nikkyoji, Ryushoji e Butsuryuji já possuíam seus nomes. Os demais Templos como ainda não possuíam, na ocasião do Rikkyou Kaishuu 750, solicitou-se a designação ao Bispo Taniguti do Japão, responsável pelo Brasil nesse período, na qual estabeleceu como “Monte Nissui” ou “Nissui-zan”.

Nissui-zan - O budismo no Brasil existe graças ao pioneiro fundador, Mestre Nissui Ibaragui, que chegou em 1908. Durante sua atividade de doutrinação e expansão que perdurou enquanto esteve vivo até 1971, fundou 7 templos no Brasil. Taissenji; Nikkyouji; Ryushoji; Nissenji; Hompoji; Butsuryuji e Hoshoji. Por ser o último, ou o caçula dos Templos fundados por ele, o Hoshoji ostenta o nome montanhesco de “Monte Nissui”.

BISPOS:

Em 1964, o então 15º Sumo Pontífice Nisshin Tanaka e sua caravana vem do Japão e o Templo Hoshoji tem a honra de sua celebração no Grande Culto em Reverencia ao Mestre Nitiren. Foi nesta visita ao Brasil que inicia se o rodízio de missionários japoneses ao Brasil para auxiliar a expansão budista. Contudo, nenhum destes missionários foram efetivados no Rio de Janeiro.

Após oito anos de atividades de sua fundação, em 1967 os fieis recebem o Bispo Seiro Okamura tornando-se o primeiro Bispo efetivo do Templo Hoshoji. No mesmo ano, recebe se a visita do então 16? Sumo Pontífice Nitikan Koyama e é celebrado o Grande Culto em Reverência ao Mestre Nitiren, que não estava na programação.

Em 1969, o missionário Shobo Sassada, Bispo do Templo Ryushoji (Mogi das Cruzes, SP) é também nomeado Bispo do Templo Hoshoji e com isso, o Sacerdote Seishou Terui é efetivado no Rio de Janeiro.

Em 1970, o missionário Guenwa Imai, Bispo do Templo Ryushoji é também nomeado Bispo do Templo Hoshoji

Em 1972, o missionário Seietsu Umeda é nomeado Bispo e efetivo no Templo Hoshoji, contudo no ano seguinte, em 1973 é nomeado também como Bispo do Templo Ryushoji ficando com as duas funções e o missionário Shokyo Shibata torna se Sacerdote efetivo em Itaguaí.

Em 1974, o missionário Shokyo Shibata é nomeado Bispo e efetivo no Templo Hoshoji.

Em 1978, o missionário Seiryu Suzuki é nomeado Bispo, mas era efetivo do Templo Nikkyoji.

Em 1980, o missionário Jyunyu Mimaki é nomeado Bispo, mas era semi-efetivo ficando 15 dias e na sua ausência o Sacerdote Kyoei Suzuki vinha de São Paulo para substitui lo.

Em 1982, o missionário Jyun-etsu Fujimoto é nomeado Bispo sendo este o último a vir especialmente do Japão para guardar o Templo.

Em 1984, é nomeado o primeiro Bispo brasileiro, Hoomei Saito.

Em 1988, é nomeado o atual Bispo Sentyu Takassaky.

No dia 3 de julho de 2011, na ocasião do Encontro Nacional das Famílias e Crianças, é nomeado o Sacerdote Jyunsho Yoshikawa como Bispo efetivo.

HISTÓRICO DOS BISPOS E PRESIDENTES DO TEMPLO HOSHOJI

Fundação: 14 de janeiro de 1959
Fundador: Arcebispo Nissui Ibaragui
Filial do templo: Templo Butsuryuji

Bispos:
2º. Seihan Sassaki (14/01/959 ~ 1962)
3º. Seiko Jimbo (09/1962 ~ 1966)
4º. Seiro Okamura (1966 ~ 1968)
5º. Shobo Sassada (17/08/1968 ~ 1969)
6º. Guenma Imai (1969 ~ 1971)
7º. Seietsu Umeda (1971 ~ 1973)
8º. Shokyo Shibata (1973 ~ 30/06/1978)
9º. Seiryu Suzuki (01/07/1978 ~ 18/05/1980)
10º. Jun-yu Mimaki (18/05/1980 ~ 1982)
11º. Jun-etsu Fujimoto (01/12/1982 ~ 22/09/1984)
12º. Hoomei Saito (23/09/1984 ~ 1988)
13º. Sentyu Takassaky (1988 ~ 03/07/2011)
14º. Jyunsho Yoshikawa (03/07/2011~ 30/12/2016)

Presidentes:
1º Toshio Kurosawa (1948~1950)
2º Kaoru Nishio (1951~1960)
3º Joiti Yoshitatsu Kodate (1961)
4º Toshio Kurozawa (1962~1964)
5º Tokitiyo Niino (1965~1968)
6º Takeichi Watarai
7º Massaiti Kitaoka
8º Kaoru Nishio
9º Hitoshi Imamura
10º Hiroshi Awano
11º Yoshihiro Kodate
12º Hitoshi Imamura (1982~1983)
13º Yoshihiro Kodate (1984~1985)
14º Tomoji Suzuki (1986~1987)
15º Hitoshi Imamura (1988~1989)
16º Osamu Ouchi (1990~1991)
17º Shinichi Imamura (1992~1995)
18º Osamu Ouchi (1996~1997)
19º Luiz Eiji Muramatsu (1998~1999)
20º Tuyoshi Kimura (2000~2001)
21º Shinichi Imamura (2002~2005)
22º Osamu Ouchi (2006~2009)
23º Shinichi Imamura (2010~)