ARIGATOUGOZAIMASSU

Arigatougozaimassu

Quando nós, membros do Budismo Primordial, nos encontramos, é comum que nos cumprimentemos com “arigatougozaimassu“.

Isso pode soar estranho para algumas pessoas, pois na língua japonesa essa palavra é geralmente usada em agradecimentos e traduzida como “obrigado”. Entretanto, por ser originalmente composta pelos ideogramas ARI (existir) e GATAI (difícil/raro) implicitamente significa “algo que raramente acontece”, e é uma manifestação de o quão grato você é por algo difícil de acontecer.

No nosso cotidiano muitas vezes nos tornamos incapazes de valorizar o que temos. Entretanto, nada é meramente casual. Tudo tem sua causa e efeito, e se pensarmos bem, a nossa própria existência já é um episódio digno da mais profunda reflexão.

Além do fato de que cada nascimento se concretiza após um laborioso processo genético, é necessário que os pais tenham nascido e se encontrado, bem como seus avós e todos os demais antepassados, numa sucessão ilimitada de fatos rigorosamente ordenados. Assim, até mesmo o nascimento de um ser humano nunca é um acidente, mas sim resultado de uma meticulosa programação das leis do Universo.

O Grande Mestre Nitiren Daibossatsu nos ensina em seu tratado Shugokokka-ron o quanto é raro e maravilhoso nascer como um ser humano, e muito mais raro ainda ter encontrado o Darma Sagrado nesta vida.  Resumidamente, a fé no Namumyouhourenguekyou é simples consequência da felicidade de ter encontrado os verdadeiros ensinamentos de Buda nesta vida.

Assim, quando nós somos capazes de entender esse sentimento, o cumprimento em forma de gratidão, “arigatougozaimassu”, é feito espontaneamente.

Arigatougozaimassu!