Esta é a segunda parte do Capítulo I de um artigo publicado na Revista Lótus (ano 6, edição número 63).

O texto aborda temas como quem somos nós, o significado das bênçãos, entre outros assuntos interessantes sobre a perspectiva budista.

O artigo foi dividido e será postado em publicações variadas. Para ver a primeira parte do Capítulo I, clique aqui.

 


 

O Significado da Vida Segundo o Sutra Lótus – Cap. 1 – parte 2

Quem é Buda Primordial?

 

O universo está vivo e em constante atividade. No Sutra Lótus consta que o universo em sua plenitude é a grande e maravilhosa vida e energia do Buda Primordial, que atua sobre toda a  existência e a não-existência através de uma maravilhosa energia – em toda sua dimensão macro até a mais minúscula partícula do mundo micro.

A expressão “Buda Primordial”, revela a eternidade do caráter do verdadeiro Buda como única e suprema divindade. Em outras palavras, se o Buda Primordial é o Eterno – causa e essência original – significa que todos somos uma parte dele, e que se nos unirmos totalmente estaremos reconfigurando o mundo real do Buda Primordial.

Também, se somos descendentes do Buda Primordial, então quer dizer que ele está dentro de nós. É isso que significa quando dizemos que entre Buda e nós existe uma relação paterna.

Esses, digamos, “DNA” que nos define como “filhos de Buda”  se chama natureza búdica, e existe igualmente em  todos os seres e nos torna uno ao universo que nos envolve. A natureza búdica é um pedaço da vida do Buda Primordial que existe em nós e que a partir dela e pela prática da fé temos a possibilidade de concretizar a iluminação.

Esta natureza búdica caracteriza a nossa verdadeira essência, que é o que há de mais sagrado em nossos corações.